
Como retirar meu pró-labore sendo MEI? Essa é uma dúvida comum entre microempreendedores que começam a organizar o próprio negócio e percebem que não sabem exatamente quanto podem usar do dinheiro que entra no caixa.
É nessa hora que muitos acabam misturando gastos pessoais com o faturamento da empresa, o que gera confusão no controle financeiro e pode até quebrar seu negócio.
Se você está nesse barco, vem com a gente para entender como o tirar pró-labore vai te ajudar a separar lucro, manter seu negócio saudável e fazer retiradas de forma mais consciente e organizada no dia a dia.
Pró-labore é a forma de remuneração do microempreendedor pelo trabalho que ele exerceu mensalmente dentro do próprio negócio.
Na prática, funciona como um “pagamento pelo trabalho”, separado do lucro da empresa, mesmo que o valor venha do próprio caixa do negócio, ou seja, é realmente como o seu salário.
Por exemplo, em um serviço autônomo de manicure, o valor que a profissional retira mensalmente para uso pessoal é o que chamamos de pró-labore.
Já em um comércio de bairro, o dono que separa um valor fixo mensal para seu sustento também está realizando essa lógica de remuneração chamada pró-labore, ainda que no MEI isso seja tratado como retirada de lucro.
Tirar o pró-labore como MEI envolve separar o dinheiro do negócio do dinheiro pessoal, calcular o lucro real depois de todas as despesas serem pagas, definir um valor mensal de retirada sustentável, fazer essa transferência de valor de forma organizada e recorrente e, por fim, ajustar o valor conforme o faturamento.
Vem aprender cada um desses passos!

O primeiro passo para entender como retirar meu pró-labore sendo MEI é saber como separar dinheiro da empresa e pessoal.
Essa organização evita confusão no fluxo de caixa e permite enxergar com clareza o que realmente é lucro.
Aqui, vale a pena ter uma conta PJ, ou seja, uma conta bancária exclusiva para o seu MEI ou, no mínimo, manter registros muito bem controlados das entradas e saídas.
Quando as vendas entram no caixa, esse valor deve permanecer no negócio até que seja feito o cálculo correto do que pode ser retirado.
Um erro comum é misturar pagamentos pessoais com recebimentos do MEI, o que dificulta saber quanto o negócio realmente sustenta.
No vídeo a seguir, ensinamos em detalhes como fazer essa separação:
O segundo passo de como retirar meu pró-labore sendo MEI é calcular o lucro real do mês.
Isso significa somar todo o faturamento e subtrair absolutamente todos os custos envolvidos na operação, como materiais, taxas, transporte, internet e outros gastos do negócio.
Apenas o valor que sobra representa o lucro disponível para retirada.
Em muitos casos, o empreendedor acredita que pode usar todo o faturamento, mas ao organizar as contas percebe que uma parte significativa já foi comprometida com despesas.
Por exemplo, um microempreendedor que fatura R$ 3.500 e tem R$ 2.200 de custos descobre que seu lucro real é de R$ 1.300, e não o valor total que entrou.
No vídeo a seguir, mostramos mais detalhes de como você pode saber quanto o seu negócio está lucrando:
Depois de entender o lucro real, o próximo passo de como retirar meu pró-labore sendo MEI é definir um valor mensal de retirada que seja sustentável.
Esse valor deve ser baseado na média de lucro do negócio, para evitar decisões impulsivas mês a mês.
Isso traz estabilidade financeira tanto para você, empreendedor/a, quanto para o negócio.
E quando há consistência, fica mais fácil planejar despesas pessoais sem comprometer o capital de giro.
Um cenário comum é um MEI com lucro médio de R$ 1.200 decidir retirar R$ 800 por mês, assim, mantém o restante no negócio para cobrir variações e reinvestimentos necessários ao crescimento.
Seguindo com o passo a passo de como retirar meu pró-labore sendo MEI, chegamos na etapa de transformar a retirada em um processo recorrente e organizado, como uma transferência mensal fixa para a sua conta pessoal.
Essa prática ajuda a evitar retiradas aleatórias que descontrolam o caixa do negócio.
E quando há disciplina, você passa a tratar esse valor como remuneração do trabalho, e não como dinheiro disponível sem planejamento.
Em muitos casos, o dia da retirada é fixo, como todo início de mês, para garantir previsibilidade financeira.
Um ponto essencial de como retirar meu pró-labore sendo MEI é entender que o valor da retirada não precisa ser fixo para sempre.
O faturamento de um pequeno negócio varia bastante, e isso exige ajustes constantes para evitar problemas financeiros.
Em meses de maior venda, pode ser possível aumentar a retirada, enquanto em períodos mais fracos é necessário reduzir para preservar o caixa.
Um empreendedor que normalmente retira R$ 800 pode precisar reduzir para R$ 500 em um mês de baixa demanda, para garantir que o negócio continue em funcionamento sem comprometer despesas básicas e sem gerar dívidas.
Caso queira se aprofundar em como retirar o pró-labore sendo MEI, veja nosso vídeo abaixo:
Salário é pago a um trabalhador com carteira assinada, com direitos trabalhistas e vínculo formal, enquanto o pró-labore é a retirada do empreendedor pelo trabalho que ele mesmo executa.
É praticamente a mesma coisa, em contextos de trabalho diferentes. O que temos é salário como obrigatório e fixo no mesmo valor mensal, já o pró-labore depende do desempenho do negócio.
Além disso, o salário tem encargos e o pró-labore do MEI é simplificado e sem folha formal. Entenda mais na tabela abaixo:
Aspecto | Salário (CLT) | Pró-labore |
| Natureza | Remuneração formal de trabalho | Retirada pelo trabalho do dono do negócio |
| Tipo de vínculo | Empregatício com empresa | Empreendedor ou sócio do negócio |
| Regularidade | Mensal fixa e obrigatória | Variável conforme o resultado do negócio |
| Regras legais | Regido pela CLT | Regras mais simples, sem CLT |
| Encargos | INSS, FGTS, férias, 13º salário | Pode haver INSS, mas sem encargos trabalhistas completos |
| Previsibilidade | Alta previsibilidade de pagamento | Depende do faturamento e lucro |
| Flexibilidade | Baixa flexibilidade | Alta flexibilidade de valores |
O valor ideal de pró-labore deve respeitar o lucro do seu negócio e a sua necessidade pessoal como empreendedor/a, sem comprometer a saúde financeira do seu empreendimento.
No MEI, como não existe um valor obrigatório, o ideal é definir uma retirada proporcional ao faturamento e aos custos mensais.
Imagine um MEI que fatura R$ 4.000 por mês.
Nesse cenário, uma retirada saudável de pró-labore poderia ser:
Esse modelo ajuda a manter o equilíbrio entre vida pessoal e crescimento do negócio, pois evita que o empreendedor retire todo o lucro e fique sem capital de giro.
Em meses de faturamento menor, por exemplo R$ 2.500, a retirada precisa ser ajustada para algo como R$ 700 a R$ 900, para preservar a operação do negócio.

Entender como retirar meu pró-labore sendo MEI vai muito além de saber sacar dinheiro do negócio.
Envolve organização financeira, controle do caixa e decisões conscientes sobre o lucro.
E no curso gratuito de Educação Financeira para Empreendedores do Tamo Junto, você aprende na prática:
A melhor forma de manter equilíbrio financeiro é separar o lucro do capital de giro. Assim, mesmo quando houver retirada, o negócio continua operando normalmente sem riscos de falta de recursos para despesas essenciais mensais.
Em casos de variação de faturamento, o ideal é calcular uma média dos últimos meses e definir um valor proporcional. Isso evita retiradas excessivas em meses fracos e ajuda a manter estabilidade financeira no negócio.
Não existe obrigatoriedade de formalização de pró-labore no MEI. A retirada é considerada lucro. Mesmo assim, manter controle financeiro é importante para separar o dinheiro do negócio e o uso pessoal do empreendedor.
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